Demonstrações Contábeis

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA -  CPC 03

O objetivo primário desta demonstração é prover informações relevantes sobre pagamento e recebimentos EM DINHEIRO, de uma empresa durante um determinado período.
     Passou a ser obrigatório no Brasil a partir de 2007 com o advento da lei 11.638/2007 em substituição a DOAR ( Demonstração das Origens e Aplicação de Recursos). As empresas de capital fechado com patrimônio líquido na data do balanço inferior a R$ 2.000.000,00 não são obrigadas a elaborar e nem publicar a DFC.
     As demonstrações tomadas como base para elaboração da DFC são o Balanço Patrimonial e a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício). 
 
    Antes de prosseguirmos é importante que retomemos os conceitos dos termos "Caixa" e "Equivalentes de Caixa". 
  • Caixa - Compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.
  • Equivalentes de Caixa - Aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor.
IMPORTANTE! Um investimento qualifica-se como equivalente de caixa quando tem vencimento a curto prazo, três meses por exemplo.
 
      Para começarmos a estruturar o Fluxo de Caixa devemos organizar as contas do Balanço Patrimonial e da DRE em:

  • Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais - Relacionados com a produção e entrega de bens e serviços, normalmente encontram-se na DRE . Exemplos de entradas: Recebimento pela vendas de produtos e/ou serviços à vista e/ou à prazo; Recebimento de alugueis. Exemplos de Saídas: Pagamentos a fornecedores, salários, impostos etc.
  • Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento - Aumento ou diminuição dos ativos de longo prazo (não circulantes) que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. Exemplos de entradas: Recebimentos resultantes de venda de imobilizados e de outros ativos não circulantes utilizados na produção; Recebimento pela venda de participações em outras empresas; Resgate de aplicações financeiras não consideradas Equivalente de Caixa. 
  • Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento - Relaciona-se com os empréstimos de credores e investimentos à entidade. Exemplos de entradas: Vendas de ações emitidas; Empréstimos obtidos no mercado; Emissão de debêntures. Exemplos de saídas: Pagamento de dividendos e outras distribuições aos sócios; Pagamento de empréstimos. 
DEBÊNTURES!  Título de crédito representante de um empréstimo que uma companhia faz junto a terceiros e que assegura a seus detentores direitos contra a emissora, nas condições constantes da escritura de emissão.

Dois são os métodos de elaboração da DFC:
  • Método Direto - As entradas e saídas do Caixa são evidenciadas a começar das vendas pelos seus valores efetivamente realizados (recebidos), ao invés do Lucro Líquido. A partir daí , são considerados todos os recebimentos e pagamentos oriundos das operações ocorridas no período.
  • Método Indireto - Considerado como uma ampliação da DOAR por ser estruturado através de um procedimento semelhante ao da mesma. Assim, são efetuados ajustes ao lucro liquido pelas operações consideradas como receitas e despesas, mas que, então, não afetaram as disponibilidades, de forma que se possa demonstrar a sua variação no período.
Atualmente o método mais utilizado no Brasil é o indireto, visto que é o que mais se assemelha a DOAR.



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